Gênesis
Quando ele nasceu foi no sufoco
Tinha uma vaca, um burro e um louco
Que recebeu Seu Sete
Quando ele nasceu foi de teimoso
Com a manha e a baba do tinhoso
Chovia canivete
Quando ele nasceu nasceu de birra
Barro ao invés de incenso e mirra
Cordão cortado com gilete
Quando ele nasceu sacaram o berro
Meteram faca, ergueram ferro
Exu falou: ninguém se mete!
Quando ele nasceu tomaram cana
Um partideiro puxou samba
Oxum falou: esse promete!
Tinha uma vaca, um burro e um louco
Que recebeu Seu Sete
Quando ele nasceu foi de teimoso
Com a manha e a baba do tinhoso
Chovia canivete
Quando ele nasceu nasceu de birra
Barro ao invés de incenso e mirra
Cordão cortado com gilete
Quando ele nasceu sacaram o berro
Meteram faca, ergueram ferro
Exu falou: ninguém se mete!
Quando ele nasceu tomaram cana
Um partideiro puxou samba
Oxum falou: esse promete!
O poema Gênesis foi escrito por Aldir Blanc e pode ser lido em Veneno Antimonotonia, organizado por Eucanaã Ferraz, publicado pela editora Objetiva em 2005.
A música Gênesis (parto) foi feita por Aldir Blanc e João Bosco e pode ser ouvida em Tiro de Misericórdia, álbum de 1977.
A música Gênesis (parto) foi feita por Aldir Blanc e João Bosco e pode ser ouvida em Tiro de Misericórdia, álbum de 1977.
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